Press "Enter" to skip to content

É impossível construir uma carreira de sucesso sem ter muita sorte! Você acredita na sorte?

0

Esses dias, uma pessoa querida fez uma observação intrigante durante um almoço de família. Estávamos num típico almoço de familiares e amigos, criançada correndo, comida farta, muito frango com macarrão e aquela deliciosa conversa fiada que faz os domingos serem ideais para refrescarmos a cabeça. Mas, de repente, um familiar começou a puxar papo sobre negócios e veio a exclamação que inspirou esse artigo. O Vinicius deu sorte! Só com muita sorte para ter uma rede de 120 escolas.

Imediatamente parei de mastigar e quase respondi de maneira simultânea: “concordo plenamente, dei sorte de ter passado 12 anos fazendo a mesma coisa sem desistir até que a sorte aparecesse”. Na verdade, sem ser indelicado, pude dissertar em um frase de duplo sentido o que acredito sobre o tema. Sorte é o encontro da oportunidade com a preparação!

Comecei a empreender muito jovem e despreparado. Aos 21 anos de idade montei minha primeira escola de informática e idiomas. Com muita vontade de dar certo e pouca preparação acabei passando dois anos difíceis, sem conseguir ter “sorte” acabei fechando meu primeiro negócio. Ao invés de ficar chorando o leite que já havia derramado, tratei de criar uma nova oportunidade, comecei a visitar instituições como Guarda Mirim, Prefeituras e Associações Comerciais. Apresentava projetos de cursos itinerantes, cujo valor era reduzido para a população pelo fato de ministrar as aulas sem pagar custos fixos, apenas comissão por alunos. Estava iniciando o meu negócio novamente e a peregrinação continuou por mais alguns anos, até que fali novamente.

Nesse momento, estava meio incrédulo da tal “sorte”, na verdade, já estava convicto de que era meio azarado. Mas, como sempre fui um adepto de frases de efeitos, acreditava piamente que o meu sucesso poderia estar no próximo negócio. Após duas falências e uma situação financeira caótica, onde precisei morar por 6 meses em um apartamento abandonado, sem água, energia e banheiro, retornei ao mercado e mais uma vez fui vender cursos.

Certo dia, um jovem que havia sido o primeiro vendedor que contratei na vida quando fui gerente, me encontrou e fez um convite. Alexandre disse: “estou abrindo uma pequena escola, gostaria que fosse meu sócio”. Todo cachorro mordido por cobra passa a ter medo de linguiça, pela semelhança do alimento com o animal peçonhento, mas após algumas negativas, resolvi aceitar o convite. Lá estávamos novamente, começando uma pequena escola de informática com R$ 3.000,00 emprestados da Dona Claudete, mãe do meu sócio, alguns móveis emprestados e uns colchonetes no andar de cima onde morávamos.

Ficamos dois anos trabalhando muito e tendo pouco retorno. O tempo havia passado e no meu 12º ano tentando ter um bom negócio, não havia absolutamente nada que pudesse classificar como sorte. Porém, algo aconteceu! Tudo começou a dar certo, o número de alunos foi aumentando, a pequena escola foi crescendo, veio a segunda unidade, outras 4 vieram no semestre seguinte, começamos a ser procurados para abrir franquias do rentável modelo de negócio. E achando aquilo novidade e estranho, indaguei: “será que enfim a sorte chegou?”

E meu subconsciente respondeu sim! Agora, após 12 anos comendo o pão que o diabo amassou com o rabo e diversas dificuldades, você está pronto para desfrutar de um pouco de sorte. E tem mais, se quiser alcançar níveis de sorte ainda mais altos, dedique-se mais ao trabalho, estude, comprometa-se, pague o preço, poupe dinheiro, valorize os que lutam ao seu lado, seja humilde, tenha fé, respeite seus limites sem deixar de desafiá-los, persevere, tenha paciência, ajude o máximo de pessoas que puder, corra riscos e acredite em você. Faça isso e torne-se uma pessoa com uma enorme aptidão para SORTE!

Vinicius Almeida Carneiro

Fundador e CEO da Evolute Profissionalizantes e Idiomas

Deixe seu comentário